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Vírus Alfa!!!

22/11/2010

Amigo Roquete Setubal virou criador de taturanas, graciosos insetos na caixa de rodas de sua Alfa parada. Disse que Alfa parada vira casulo.

Pois é…. Aqui estou enfrentando o oposto: a Alfa que não para!

Alfa não parada vira o que?.. casulo de louco?

Simplesmente surtei, dã dã dã….depois de tantos anos e tanto esforço, finalmente minha 156 está ficando legal.. LEGAL??? está um TESÃO INENARRÁVEL, ainda não acredito. dirigir uma Alfa com todas as sensações olfativas, auditivas e sensoriais de uma machina nova é delicioso. Temi que esse dia nunca iria chegar, mesmo depois do indecente investimento para alcançá-lo…… E daí lá se vão quase 10 dias que não consigo mais parar de andar nela! estou em lua de mel, louco babante, indo trabalhar todo dia, inventando qualquer desculpa para sair pra rua…… não sei mais o que fazer! Socorro!…… Hoje fui almoçar com um cliente à 20km de porto alegre e levei ela, ficou no sol do meio-dia… coitada, ressecando no solaço! Tchau cliente, vou pro carro aí vem o representante junto gritando: porra mas tu comprou a Alfa do leilão?!?!?! ahahaha.. Não alimalzinho, aquela era uma Brera nova, isso é uma alfa velha de 11 anos. Mas não dá para crer….que carro lindo, puta-que-pariu! E dali sai ronronando para a BR116, ouvindo cada marcha, cada reverberação do escapamento, não tem preço…… que que é isso!!! Paro do lado de um i30… Sem graça. O tal cielo, preto, de desenho europeu? plástico. Uma bela BM 320? Comum… To metido, vou pro trabalho de manhã com o teto solar aberto. Não me aguento mais….. meu filho entra nela e fica “baaaahhhhhh véi”…. “Baaaaaaahhh…muito show”.. “baaaahhhhhh – tá tri… e tu queria vender ela?” ..nã nã nã claro que não.. era charme..kkkk.. To loco…. e ainda fico agindo igual à um idiota: Paro para abastecer, tiro foto. Paro no shops para almoçar, tiro foto. Estaciono em casa no fim do dia,…. foto…. acho que estou surtado, e voltei à adolescência piriaprística e masturbativa: estaciono sempre o mais longe possível, me afasto olhando para trás. E retorno em camara lenta, analisando e admirado aquela obra prima do desenho italiano. Entro deslizando no couuuuro, lavo as mãos para pegar no volante e toco no pomo de marchas como se pegasse em peitinhos delicados. Dirijo igual domingueiro, só curtindo. Que isso!!!!! talooooooco! Me enterra nela quando morrer…

… isso é grave doutor?
– Muito.

Abraços

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Alfa 156 V6 com escapamento Supersprint

03/10/2010

Esse Supersprint de aço eu trouxe da europa, foi trabalhoso de encontrar, mas valeu a pena.
Queria esta marca pois, além de ser italiano, é considerado o melhor escapamento para Alfa Romeo.

O som não é escandaloso, atende às normas TUV de emissão sonora europeias. O produto é absurdamente bem feito e bem acabado.

Tiramos o terminal intermediário da 156, colocando um cano direto e instalamos o terminal em Curitiba.
Depois de um tempo de uso, atingiu todo seu potencial sonoro.

É muito legal, ele não se sobrepõe ao som do motor. Ontem à noite filmei uma volta na quadra com ele. O som fica bastante alterado no vídeo, mas dá pra ter uma idéia. É legal ver as reduzidas e trocas de marcha.

Abraços

Renato Cunha

As 155 V6 Brasileiras

08/09/2009

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Não há como negar que o motor V6 Alfa Romeo fabricado entre 1979 e 2005 é um ícone Alfista da era moderna: agressivo, com uma sonoridade própria e muito potente, equipou todos os modelos topo de linha do fabricante, desde a Alfa 6 até a Alfa 166.

No Brasil desembarcou na versão 3.0 12v em 1990, sendo a única opção de motorização para a luxuosa 164. Depois, em 1995, veio a opção 24V. Em 1996, a Spider com o 3.0 12v.

V6 com cambio manual, só 164 e Spider, até 1996. A 166 chegou em 1999, com um 3.0 24v um pouco modificado e somente cambio automático, e em 2003, a 156 apresentava uma roupagem mais luxuosa com o 2.5 24V e também um cambio automático com opção de uso manual automatizado.

Exceto pela Spider, que desembarcou com tudo o que tinha direito inclusive o V6, (configuração rara na Europa), os brasileiros só viram este motor nos modelos direcionados mais ao luxo do que à esportividade. As máquinas digamos, mais viscerais com o mítico motor ficaram só nas fotos estrangeiras

Dito assim fica fácil entender porque causa tanto furor em nosso país os modelos menores com cambio manual e motor V6. Eles aliam a dirigibilidade dos carros menores com a estupidez do V6 Alfa Romeo.

Além das 156 V6 manuais 1999 (veja “As oito 156 da diretoria”), acreditava-se que, da mesma maneira, a Fiat teria trazido algumas 155 V6 para o Brasil. Não trouxe. Até o momento só temos notícia de somente 03 Alfa Romeo 155 V6 em terra brasilis.

As 155 foram equipadas com uma versão 2.5 V6 12v que debitava 166cv´s (contra 150 cv das 2.0 TS). Algumas histórias das 155, na ordem que as conheci:

 

155 V6 1994:

Foi a primeira 155 V6 que consegui ver e dirigir. Apareceu à venda no Jornal Zero Hora, de Porto Alegre em 2005. Pediam caro, lembro na época, algo mais de R$21.000 mais dividas.

Encontrei o vendedor num posto da zona norte da cidade. Um senhor mal arrumado que me apresentou um carro na mesma situação. Uma 155 azul sem emblemas que denunciassem sua motorização, com bancos de couro rasgados e gastos, motor vazando água, rodas trocadas, pneus carecas.

Dirigir uma 155 V6 era um sonho. Dirigir essa foi um pesadelo. Um carro tão raro em tão mal estado. Dinamicamente era impossível de analisar, o motor falhava, a suspensão parecia à ponto de desmontar, cambio, freios, direção, tudo era frouxo. Fotografei, divulguei, lamentei, e me aborreci pois vi que aquele carro não iria muito longe tratado como mero meio de transporte mal cuidado e perigoso.

Em 2007, a derradeira foto enviada de São Paulo selou o destino: a 155 encontrava-se em leilão, aparentemente do mesmo jeito (ou pior) do que quando à vi. E em 2009, aparece de novo à venda no Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br), com novas rodas (tão feias quanto às antigas) para satisfação dos alfistas (ao menos ela não tinha “morrido”.

Foi arrematada por um entusiasta do Alfa Romeo BR, que iniciou uma criteriosa restauração do carro, que, ao ser desmontado, mostrou-se mais íntegro até do que se poderia esperar.

Em breve mais notícias desta 155 registrada no Alfa Romeo BR: http://www.alfaromeobr.com.br/showmember.php?id=463&numero=52

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155 V6 1992:

Haviam os rumores que um colecionador paulista possuía uma 155 V6, vista na oficina Alfamar. Este alfista era muito reservado e não falava quantos e quais carros tinha, mas sabíamos, sua coleção reunia raridades.

Era tão inacreditável que falavam que a V6 até deveria ser adaptada, e havia rumores que ele possuía não uma, mas duas 155 V6. Em 2006 este colecionador decidiu vender seus carros, apareciam raridades como 164 com 18.000km, uma raríssima 164 S, Spider´s de todos os modelos, 2300 de várias cores. Em 2007 tomo coragem e entro em contato. Recebo a seguinte mensagem “Ainda tenho a 155 V6, posso vendê-la para você. Me liga para conversarmos.”

Em poucos dias estava em São Paulo, numa garagem da Alameda Santos. Seu irmão nos recebeu. Eu não agüentava a ansiedade, descemos e lá estava ela, no fundo da garagem. Eu nem andava, flutuava para perto dela, meu sonho, que se tornaria real depois de tanto tempo. Esse modelo, ano 1992 e cor cinza, tinha a grade diferente, (modelo antigo trocado em 1993), bancos com aquecimento e padrão quadriculado exclusivo, e suspensão regulável eletricamente.

Pela primeira vez andei numa 155 V6 em boas condições. Apesar da suspensão seca, talvez problemas na “moderna” suspensão de 1992 (depois abandonada pelos modelos mais novos), dava gosto de sentir a força do V6 e o ronco encorpado da máquina. Tinha muita coisa pra fazer, acabamentos como faroletes, tecidos de porta, pintura gasta, borrachas… Mas eu havia perdido minha 155 em um acidente e teria todas as pelas necessárias para deixá-la perfeita

E depois de todo o processo de dirigir, levantar, analisar prós e contras, a venda feita e acordada verbalmente, o sonho realizado, na hora de ir embora, um transito pesado na Rua Augusta permitiu que o motor atingisse sua temperatura de trabalho e aí começou a soltar fumaça. Muita fumaça de óleo. O motor estava com problemas. E eu não tinha na época condições de comprar o carro e ainda importar peças para deixá-lo em perfeitas condições. Desisti com tristeza e arrependimento.

Fiquei sabendo que este carro foi depois entregue à uma pessoa de confiança deste colecionador, juntamente com outras Alfas, que foram vendidas ao longo do tempo. Não se sabe o paradeiro deste carro hoje.

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155 V6 1995

Ainda em 2007 surge a derradeira 155 V6, a mais nova delas, uma azul ano 1995, já com pára-lamas widebody como as importadas oficialmente. Aparecia em fotos e site de oficina paulistana que se especulava teria adaptado a mecânica. Mas depois conseguimos confirmar que era a segunda 155 V6 do colecionador paulistano, que havia vendido antes. Apareceu à venda também no Mercado Livre, e imediatamente pedi para um amigo ver. É um modelo Elegance, com couro, painel de madeira, air bag. As únicas diferenças entre as 2.0 que foram vendidas oficialmente é a alavanca do cambio (de cinco marchas) com pomo diferente e o painel de instrumentos. Por fora, rodas e aerofólio da Super, e cuore pintado na cor do carro (característica das 155 V6).

Meu amigo viu, analisou o carro e me mandou fotos com a mensagem “a 155 mais nojenta que já vi”. Dei desconto pela analise (ele é muito, mas muito chato quando se trata de Alfas) mas não adiantava. Tentei me convencer que seria mais facilmente restarável que a 1992, pelo fato de ser igual às 2.0 95/96, mas decididamente eu estava (e continuo) perdidamente apaixonado pela V6 1992.

Ela ficou um tempo à venda e finalmente hoje esta 155 está no grupo Alfa Romeo BR também. Dizem, à venda.

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155 V6 1995 01

155 V6 1995 04

 

Se você souber de outra Alfa V6 especial no Brasil por favor conte-nos!!

 Abraços