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Pra onde vai a Alfa Romeo?

07/02/2010

À 5 dias atrás, 02 de fevereiro, o jornal espanhol EL MUNDO divulgou que a Volkswagen parecia estar pronta para aumentar sua coleção de carros esportes e marcas de prestígio com a aquisição da Alfa Romeo.

Tudo porque, na entrega do premio Carro do Ano 2010 em Wolfsburg, (ganho pelo VW Polo) o Dr. Manfred Winterkorn, presidente do consórcio alemão declarou ao El Mundo que considera a marca italiana “extremamente interessante”, mas negou qualquer contato e disse não saber se a Fiat está ou não disposta à vender.

O Jornal também disse que na Itália, após o salão de Detroit, Sergio Marchionne, CEO do Grupo Fiat, ao admitir a impossibilidade atual da Alfa Romeo em concorrer com as marcas alemãs e da necessidade de buscar “uma solução” teria afirmado que houveram contatos e que poderiam ser aprofundadas se Winterkorn e os seus homens aceitassem negociar não apenas a marca de Milão, mas também a única fábrica Alfa Romeo que restou: a planta de Pomigliano d’Arco, perto de Nápoles.

Entretanto, três dias depois, o mesmo jornal publica a forte reação do grupo italiano: “A Fiat não vende a Alfa Romeo”, foram as palavras de Richard Gadeselli, responsável pela comunicação do grupo.

Embora a possibilidade de venda tenha sido a interpretação do discurso de Sergio Marchionne no Detroit Motor Show em meados de janeiro (e todos os demais sinais que tem dado desde o fim de 2009), a publicação fala que talvez, ao falar que a Alfa Romeo não podia competir com os rivais alemão ele falava eram das mudanças e soluções que só ele conhecia: colocar à marca aos cuidados de Harald Wester, CEO também da Maserati e da Abarth.

O curioso é que esta solução representa uma volta ao passado, mesmo considerando-se que estar sob o mesmo guarda-chuvas da Maserati e da queridinha Abarth é hoje um prêmio para a Alfa Romeo.

Uma volta ao passado porque há cinco anos se tentou fundir as duas marcas em um grupo comandado por Karl Heinz Kalbfell, um homem tirado à peso de ouro da BMW, onde era o presidente da Rolls Royce, e antes mesmo de completar um ano o projeto já tinha feito água e a Alfa Romeo voltou ao controle da Fiat novamente. Desde então, tem tido gerentes gerais. Kalbfell deixou o grupo e foi sucedido pelo Alberto Varavalle, que também renunciou. Foi substituído por Luca Di Meo, festejado talento que logo saltou para o grupo VW. Em seu lugar ficou Sergio Cravero, que agora sai da direção para se concentrar no desenvolvimento de novos modelos.

O novo CEO da Alfa Romeo é um ex-gerente técnico da Magna, que desde que entrou para a Fiat foi responsável por controlar a qualidade, reduzir o tempo de desenvolvimento e melhorar a gestão industrial. Parece ser um dos homens de confiança de Marchionne, a ponto de na Itália dizerem que poderia tornar-se CEO da Fiat Auto, liberando Marchionne para focar a gestão do grupo e Chrysler.

Essa mudança no entando, não mostra ainda o rumo que a Alfa Romeo terá, nem mesmo o quanto de sinergia a marca terá com a Chrysler no futuro. Parece existir um pacto de silêncio até meados de abril, quando Marchionne vai apresentar o plano para os próximos cinco anos a partira da integração com a Chrysler. Até lá, tudo é especulação.

O que parece claro é que a Lancia sofrerá uma fusão muito mais agressiva com a Chrysler. Em Detroit foi apresentada uma Lancia Delta com logotipo da marca americana.

O “Chrysler Delta’ foi duramente criticado. Espera-se que o mesmo não ocorra com a Alfa. Este é um temor que faz os alfistas torcem pela venda da Alfa Romeo para a VW: esta mantém uma política clara, que fez com que Osamu Suzuki tenha declarado que optou pela fusão de sua Suzuki com o grupo VW pela capacidade que ela tem mostrado em respeitar a personalidade de cada uma das suas marcas.

Uma das coisas que Marchionne deve anunciar na segunda quinzena de abril é o orçamento para o desenvolvimento de 21 novos modelos nos próximos cinco anos, uma vez que em 2008 decidiu congelar o desenvolvimento de novos modelos por causa da crise. Se o panorama não mudar, o futuro da Alfa Romeo é este nebuloso aí:

E como crescer sem novos produtos e investimento? Por enquanto, de certo, só a Alfa Romeo Giulietta vai aparecer este ano (depois de ser adiada por mais um ano). Mas a Giulietta é um carro chave, não só para a sobrevivência da Alfa Romeo. Ao contrario do que muitos imaginavam, ela não usa a plataforma do Bravo (como a Mito usa do Grande Punto), mas é uma nova plataforma que irá servir para vários modelos para a Fiat, a Lancia, a Chrysler e até para a Dodge, por ser modular e poder ter o entre-eixos alterado.

Diante deste panorama totalmente indefinido, a esperança é que, seja pela venda para a VW, seja pelo resurgimento da marca junto com a Maserati e a Abarth, espera-se que a marca retome importância e relevância. Até o momento, as declarações de Marchionne tem gerado preocupação e surpresa pelo tom negativo quando fala da Alfa Romeo.

Mas enfim, pra nós Brasileiros, esta discussão toda está muito distante, simplesmente porque a marca “morreu” por aqui em 2005 e desde então nós Alfistas temos esperado um RENASCIMENTO, uma volta desta marca tão cheia de qualidades e admiradores, à este nosso mercado, que tem se tornado um dos mais importantes do mundo.

E veio do próprio Marchionne a única declaração alentadora para nós brasileiros depois de muito tempo de triste ausência: o jornalista Fernando Calmon disse em sua coluna no No Olhar, ter recebido de Marchionne a seguinte declaração: “seria mais fácil recolocar Alfa Romeo no Brasil do que nos EUA“.

Que venha então!!!!! 🙂

Abraços

Renato Cunha

Fontes:
http://www.elmundo.es
http://www.italiaspeed.com
http://www.fastdriver.com.br
http://www.noolhar.com
http://www.unica-strada.com
http://www.vostrisoldi.it
http://www.blogauto.com.br

A mais impressionante 156 já feita

29/01/2010

Em 2000 o construtor italiano Scuderia Coloni (http://www.scuderiacoloni.com ) fez este protótipo único para promover o Grupo E de Formula Livre da FIA. O carro chamava-se Coloni S1 Alfa Romeo 156, ou 156 MAXITURISMO.

Esta unidade tem chassi tubular e carroceria de fibra de carbono, com um câmbio sequencial de 6 marchas Hewland/Coloni e motor central Alfa Romeo V6 3.0 24V de produção, preparado para render 440hp.

Para comparação, as 156 DTM possuíam entrer 250 e 306hp

DESEMPENHO
Com um peso entre 800 e 900kg, era capaz de alcançar os 310km/h.

No circuito de Jamara (Espanha), pilotado por Luis Villamil y Antonio Garcia em uma pista fria e com carro sem regulagens estudadas, marcou 1:34s. Para comparação, naquele ano a pole position na categoria FIA GT, o Chrysler Viper de Larbe havia feito 1:30s

Em um teste no circuito de Magione, fez um tempo de 1:11s, quando os F3000 faziam tempos ao redor de 1:04s, o que mostra claramente o potencial deste protótipo com o mítico V6 Alfa Romeo.

A MAXITURISMO

O campeonato Grupo E, ou Maxiturismo foi a idéia de uma stock car européia onde todos os carros correriam com chassi desenvolvido pela Coloni, e cada marca colocaria sua própria carroceria e motorização. A idéia era criar um campeonato de turismo de alto nível, mas barato e com carros muito competitivos entre si.

No principio muitos fabricantes mostraram interesse, mas logo a interesse diminuiu e a idéia Infelizmente não prosperou. O preço total do carro rondaria os EUR 300.000.

QUE FIM LEVOU?

O carro foi então vendido para a Holanda, onde disputou corridas locais, e hoje se encontra à venda: http://www.mroks.com/

Para quem sempre quis ter uma PROCAR (que está no museu da Alfa Romeo) essa é uma boa oportunidade na não? Preço sob consulta……. 🙂

A viagem mais cara da minha vida

02/02/2009

ou como finalmente me rendi ao V6 (escrita em 10 de novembro de 2007)

 

Outubro de 2006, estávamos eu e Marcus Myrrha na inesquecível Road trip, etapa SC

(http://www.alfaromeobr.com.br/1RoadTrip.php).

 

 Quando saímos de Curitiba em direção ao sul, um alfista doido chamado Giovane, grande vibrador da marca Alfa Romeo e amigo querido nos recepciona em sua cidade, Joinville.

 

 Depois de um maravilhoso almoço italiano no Circolo Italiano partimos em um comboio para Florianópolis.  Tiu Marcus abandonado na 145 pois eu ia era de azeitona atômica (uma das 8 156 V6 2.5 24v manual que existem no Brasil) com o Giovane-pé-de-moça (um tipo rapaz calmo de rodar a 200km/h). Em pouco tempo deixamos todo o comboio para trás.

 

 Aí veio a primeira fase do seu plano maligrino: O Giovane pára o carro e fala:

“Dirige um pouquinho Renato!”…..

 o-ohuuu!

 Ainda tentei fazer o famoso doce: ”nãããum… ta loko…que que é issu!?!!?!?”

 

 Mas quando ele foi insistir eu já estava abrindo a porta do motorista pra ele sair.

 

 Aí eu me estrepei, me ralei, me danei…. Essa coisa anda… e anda muito!!!

Por duas vezes coloquei a 6a. marcha somente pra constar, para colocar na memória: “eu já meti uma 6a!”…..  hueauheauheahu

Era chegar em uma traseira, reduzir de 5a. pra 4a., acelerar “rrruuuUAAAUUUMMMM!!!!!!” e os carrinhos saiam da frente rapidão… e a 156 sumia de novo

 

 Do resto, não lembro muito… apenas flashes, acho que fui drogado, sei lá….

 ”caraco pqppppp como anda essaporra!” / “puta que pariu que que é a aceleraçaum dessa merda!” / “noooooossa…. quanto custa uma coisa dessas mesmo?” / “deuzulivre caceta” / “hueahueauheauheahueauaehaeeauha” / “huhuuhuhuhuhuhuh” / “olha isso!”

 

 Então, Giovane achou que era a hora de dar o bote final, fatal, entrou em andamento a segunda fase da armadilha. Quem o conhece reconhecerá sua fala mansa com sotaque,:

 

 ”Pois tu sabes Renato, que ela anda igual a uma 164 né!”

– “QUE?” “SERIO? TALOKO?”

“To te falando rapaz, ela tem a mesma puxada da 12 e a mesma tocada da 24 na estrada”

-”HÃIN GHRUMB?”

“Ela é um pouco mais levinha, mas a 164 é tão forte quando ela”

-”KUMGF???”

 

 Desci do carro procurando Tiu Marcus, que havia falado de uma tal 164 zeradissima em perfeitissimo estado a venda na sua região de Cotia/Alfa-Ville

 

-”Tiu, sabe quela 164 que ce falou? Enton, volta pra Sampa e compra pra mim?”

– sério Bichim?

-”Arrham… sério! Se ta boa mesmo como ce falou, compra plis”

 

E assim foi. Tiu Marcus arrematou uma 164 muito linda. É uma 12v Grigio Lothar sem teto, com air bag, cambio manual, todos documentos, NF, chaves, TF original. Histórico todo registrado: dois donos: uma milionária dos Jardins (bairro nobre de São Paulo) e um engenheiro detalhista que usava o carro 2 a 3x por semana somente na Castelo Branco e no Rodoanel e me enviou uma planilha com toda a manutenção dela desde os 20.000km (está atualmente com 80.000km).

 

 Fiquei doido! Doidim! Voei pra Sampa só pra ter o prazer de vir rodando até Porto Alegre, mesmo que custe bem mais caro que colocar numa cegonha.

 

 Ah!!! em homenagem ao sacaneador que me deu este preju, ela já tem nome: GIOVANA!!!!!!  Abração galera!