Archive for junho \20\UTC 2011

Me apaixonei novamente pela 156

20/06/2011

Compartilho com vocês o email que recebemos no Alfa Romeo BR, do amigo Rodrigo Sanches, onde ele relata sua relção com sua Alfa Romeo 156 2.0TS prata:

"Um relato singelo de paixão…

comprei uns 2 meses atrás um Calibra, e como toda criança com brinquedo novo: usei para viajar, para trabalhar, final de semana, trânsito estrada, terra, enfim, quase 3 mil km…

Carro interessante, bonito (isso já é bem relativo, mas acho bem atual, mesmo com seus 16 anos de idade), barato (com muita choradeira, paguei 14 mil), rápido, veloz, estável, macio, sem qualquer problema desde a compra e com um consumo inacreditavelmente baixo…

Enfim, confesso que, como estou juntando $$$ para fechar um ótimo negócio imobiliário, pensei seriamente em vender a 156…afinal 32 mil sempre ajuda nas finanças (já estava com comprador para ela)…e estou me dando tão bem com o GM…

Hoje, depois de muito tempo parado, peguei meu rommelito, estranhei, realmente o torque em baixa é ruim, masss, !!Deussss!!, acima de 3mil giros, direção precisa e rápida, painel, posição de dirigir, bancos, pedais, freios sensíveis, tudo trabalhando em sintonia com meu corpo e com meu pensamento…

…sempre achei meio exagerado esse papo de alfista em relação ao som do motor,,,mas hoje, depois de 1 ano e meio com a AR e depois de andar 3mil km em um ótimo GM, "caiu a ficha" me junto a esse grupo…

Como pode um motor 2.0, 4 cilindros, fazer um som tão "consistente" em 5ª marcha e a 120km/h, e o mais lindo, não vem do escapamento, vem do motor, do cuore mesmo ???!!!(sempre achei essa expressão alfística meio abobalhada – até hoje…)

Resultado: Não tem como se desfazer de algo assim, 32 mil irá me fazer falta nesse momento, mas dispensar essa sensação, me fará mais falta ainda…

Espero não ter fugido muito da intenção principal do grupo que é a troca de informações, mas precisava escrever sobre o maravilhoso dia de hoje…era apaixonado, essensialmente, pela estética da 156, agora me apaixonei pelo "conjunto" Alfa Romeo, por todo o valor agregado nele…

Abraço a todos…

RSM

desde a compra da minha 156 (vulgo rommelito), mudei meus conceitos sobre prazer em dirigir…"


Depreciação de Alfa Romeo e Novos Clássicos

18/06/2011

O amigo Carlos Garcia fez uma otima analise da deprecisação das Alfas com seus concorrentes de época para o nosso grupo Alfa Romeo BR (www.alfaromeobr.com.br), com a tendencia a valorização e o futuro como classico destes carros, vejam:

Comparativo de Novos Clássicos

Olá Pessoal,
Já discutimos muito aqui sobre se os carros Alfa Romeo valorizaram ou desvalorizaram, mais ou menos que o “normal”. Principalmente em relação aos seus concorrentes alemães diretos, Mercedes-Benz e BMW. Aqui vale a máxima: “a galinha do vizinho é sempre mais apetitosa”.

Eu tive um lampejo de iluminação e lembrei que temos dados para fazer esta comparação. A tabela FIPE. Numa rápida pesquisa consegui as tabelas FIPE de 2003 até hoje e comparei o preço dos concorrentes em cada segmento. Usei os valores em 2003 como base 100 para a comparação.

Pasmei com os resultados. Vamos aos dados:

Alfa 164 24V 1995 x MB C180 Classic 1995 x BMW 325i 1995

A Alfa 164 não só teve o melhor desempenho, como teve uma valorização durante um período pós 2003. Para mim um desempenho ótimo para uma berlina, que como já foi discutido antes, apresenta o pior potencial de se tornar um clássico.

Alfa Romeo Spider 3.0 1995 x BMW Z3 1.9 MEC 1996 x MB SLK-230 Kompressor 1996

Quem se lembra do lançamento da Alfa Spider vai se recordar que ela chegou para dominar um segmento onde os carros da concorrência não ocupavam o nicho de verdadeiro esportivo de preço acessível. Haviam as BMW série 3 conversíveis disputando de maneira mambembe (o carro era de outro segmento) a fatia e as SL da MB que eram bem mais caras, numa fatia superior. A AR Spider dominou 1995 e povoou o imaginário de muitos jovens, inclusive a deste que escreve. Mas em 1996 chegaram as Z3 e SLK com preços mais adequados, seguindo a politica de importação vigente. Era dificil competir. Lembro que a Z3, modelo “novo” – lançamento – em relação a Spider era muito pouco mais caro (acho que uns 10% de memória). A marca BMW esatava na moda nesta altura, assim como os AUDI entraram no final dos anos 90. A SLK já era bem mais cara (acho que uns 20%) só que vinha com um projeto muito bonito e com descapotável rígido, o que eram diferenciais muito fortes atrelados a mitica estrela de três pontas. Se a Spider viesse no seu preço “certo”, balizado com os impostos de importação aumentados, faturada mais barato na origem, seriam uns 20% mais baratas que as BMW e talvez próximo da metade do preço das SLK. Seria arrasador. O modelo sofreu com o encalhe nas concessionárias. Bom para mim que consegui uma espetacular negociação e trouxe para casa este modelo mítico, um carro de sonho.

Vejam no gráfico que o unico modelo que teve valorização consistente (de todos os aqui tratados) foi justamente o conversível Alfa Romeo.

156 V6 Auto 2003 x MB C-180 Kompressor Classic 2003 x BMW 320iA 2003

Vamos tratar de carros com o mesmo valor zero km e ver como as coisas aconteceram. Analisei três berlinas médias vendidas pelo mesmo preço em 2003 (neste caso zero KM). A depreciação acelerada não é mostrada nos demais modelos, visto que para o período que consegui os dados esta fase inicial de queda de preços já havia passado. Lembrem-se que os 164 24V eram vendidos no inicio por U$ 55 mil dólares, ou seja, até eles chegarem aos R$ 18.000 de 2003 e aos R$ 15.000 de 2011 a queda foi grande. A AR 156 tem uma queda superior nos primeiros anos (talvez devido a FIAT abandonar a marca e fechar as concessionárias – 1999 – e anunciar o fim das importações – 2005) e depois as três curvas andam juntos na queda proporcional. Os valores absolutos estão mais abaixo.

155 Super 1996 x 145 QV 1996 x 147 2003

Apesar da 145 ser um duas portas esportivo (não podemos chamar de coupê), o que deveria indicar maior raridade, os valores relativos a 155 Super (berlina esportiva – próxima na linha de valorização) também muito rarefeita permanecem muito semelhantes. Acredito que num futuro mais distante essa valorização deve descolar e a 145 atingir preços melhores. Bom, isso seria uma tendência pelo tipo dos dois carros. Assim como as 156 V6, as 147 ainda estão apresentando depreciação inicial, mas não raro unidades muito boas, como a do Ricardo Nahum, são já agora negociadas a preços bem mais altos que esses médios da FIPE.

Minha conclusão é de que as as Alfas seguem as tendências normais de mercado comparando com seus concorrentes diretos importados. Na minha humilde opinião os carros AR tem mais potencial de se valorizarem pela escassez de unidades em bom estado, pelo seu design italiano muito mais bonito que seus pares alemães e muito mais ainda pela distorção causada pela minha tendenciosa e óbvia paixão pela marca.

Podem concordar ou discordar à vontade. Vamos enriquecer o debate.

Abcs, Carlos Garcia