O Resgate da 2300 Phantom

29/10/2014

Para quem não conhece, a história desta minha Alfa, ela virou uma lenda tao grande que o Marcos Pereira a apelidou de Phantom, a "alfa fantasma" em restauração a mais de década que ninguém nunca via a não ser em fotos. O carro que comprei e andei por 15minutos, até perder o freio e iniciar um longo processo de restauro, que confluiu demoras intermináveis em cada lugar onde ela foi parar, sem contar os inúmeros retrabalhos mecânicos necessários pelo tempo parada

O ultimo serviço contratado foi a tapeçaria em 2007 (!!!!). Em 2011 cansado da demora, deixei o carro na loja do tapeceiro.

Desde 2012 ficou parada na garagem da casa dele. Já considerava o projeto como perdido.

Resgatada dia 28 de maio, foi para a oficina do Sr. Adão, para terminar elétrica, colocar a rodar e finalizar detalhes. Acreditava que o carro estaria mais deteriorado, foi uma grata surpresa ver ela muito melhor do que esperado.

Obrigado aos irmãos Brugas que sempre estiveram no apoio🙂

Rcunha

História de uma Paixão

04/08/2014

Recebi, a algum tempo texto e fotos do grande amigo e alfista, texto publicado na Revista Carro Mais nº 14 de Outubro de 2012 (Páginas 20 e 21).

Endereço eletrônico da Revista:
http://www.revistacarromais.com.br/edicao14/Default.html

Espero que gostem:

Já dizia Henry Ford “Quando vejo passar uma Alfa Romeo, eu tiro meu chapéu”, com essa magia é que a ALFA (Anonima Lombarda Fabbrica Automobili) criada em 1910 na cidade de Milão na Itália, referência em design mundial, fabrica veículos com coração – cuore sportivo – desenhos marcantes e ícones culturais.

Piloto da Alfa Romeo em 1923, Enzo Ferrari colecionou títulos com a marca, dentre eles o Primeiro Campeonato Mundial de Automobilismo em 1925, com o modelo P2 Grand Prix, estabelecendo na mesma época a arquitetura clássica dos motores, ou seja, construções em liga leve, câmaras de combustão hemisféricas e duplas, velas duplas por cilindro em posição central.

Durante a II Guerra Mundial a fábrica da Alfa Romeo foi bombardeada e com muito custo voltou a ser rentável após a guerra, sob o comando do governo italiano parou de fabricar carros luxuosos, dedicando-se à produção em massa de carros populares, mas não abandonou as corridas, consagrando-se como campeã na Fórmula 1, Turismo, Super Turismo, Mille Miglia e 24 horas de Le Mans.

A Alfa Romeo se fez presente na história do Brasil, sendo a sua única fábrica fora da Itália, fabricando os veículos e caminhões FNM no estado do Rio de Janeiro, inaugurando Brasília com o modelo JK, nome dado em alusão ao então Presidente Juscelino Kubistchek, posteriormente fabricou o luxuoso modelo 2300 até o ano de 1986 em Betim – MG, sendo um veículo conhecido pelo alto luxo e desempenho, inovando a indústria nacional com freios a disco nas 4 rodas, vidros, travas e retrovisores elétricos.

Então, na década de 90, os modelos Alfa Romeo foram importados da Itália pela FIAT, trazendo veículos desenhados pelo design Pininfarina, Italdesign e Walter d´Silva, sendo esses modelos reconhecidos como colecionáveis em razão de sua exoticidade, história, qualidade e característica únicas que fazem de seus proprietários amantes incondicionáveis da marca, como diz o famoso apresentador do TOP GEAR e colunista da Revista 4 Rodas, Jeremy Clarkson: “Você não pode ser um amante de veículos se nunca houver dirigido um Alfa Romeo” e completa “An Alfa Romeo is some thing like an orgasm!”.

Conhecedor da história ítalo-brasileira e amante da Alfa Romeo é proprietário dos dois modelos imaculados que ilustram essa matéria, a Alfa Romeo 155 Super 1996 na cor azul (blu nord) e a 156 Elegance 1999 prata (Grigio Chiaro).

Aficcionado e colecionador da marca, explica que a 155 é o modelo vencedor das históricas corridas do Campeonato DTM, em que o modelo de turismo era imbatível. O modelo da foto em especial, é um raríssimo exemplar (vieram menos de 8 Alfas com essa configuração esportiva e nessa exclusiva cor, sendo que acredito que essa 155 é a mais conservada entre elas no Brasil), contendo rodas especiais SPEEDLINE (mesma fornecedora da Ferrari), bancos conchas RECARO, aerofólio, suspensão rebaixada e esportiva de fábrica, volante 3 raios com couro, ar condicionado inteligente e digital, vidros azuis conhecidos como PPG Ray Ban, essa Alfa arrebata suspiros em Encontros de Alfistas pelo Brasil e encontro de Carros Antigos quando participa na categoria de modelo convidado exótico.

O modelo 156 foi o início da paixão deste apaixonado, que no ano de 2001 quando estava descendo a Serra do Mar próximo a Curitiba, avistou uma 156 fazendo curvas em alta velocidade como se estivesse “dançando graciosamente em um salão”. Esse modelo é inovador em todos os sentidos, sendo desenhado por Walter d´Silva, ele ganhou inúmeros prêmios de design e qualidade, o advogado completa: “É impossível falar que esse carro não é lindo, seu desenho é uma obra de arte, inspirado na Alfa Giulietta da década de 50, entrando no carro nota-se a nobreza e qualidade de acabamento com madeira de lei no volante, no painel e câmbio, ademais sentir o cheiro dos conservadíssimos bancos de couro MOMO, faz qualquer um querer acelerar a Alfa e sentir-se um piloto.”

Para nosso amigo, a 156 foi a concretização de um sonho, o mesmo estava em Curitiba quando se apaixonou pelo modelo que foi adquirido em 2009 de um Engenheiro também aficionado pela marca, mas que depois de muita insistência conseguiu adquirir o impecável troféu.

Descendente de italianos, imagina que seus ascendentes tenham visto as Alfas correndo entre as estradas e parreiras de Verona, terra de Romeo e Giulietta, afirma ainda que no final do ano a 156 voltará para Curitiba, “a Alfa irá a passeio comigo e minha namorada, pedirei a mão dela em casamento no Salão Roma do Restaurante Madalosso, localizado no Santa Felicidade, tradicional bairro italiano da capital”.

No final da entrevista esse exclama, com a publicação da revista o pedido de casamento não será mais secreto, se despede com a frase usada pela Alfa Romeo em todos as recentes publicidades “Sensa cuore saremmo solo macchine – Sem coração seríamos apenas máquinas”. Todos dizem que a Alfa voltará para o Brasil até 2014, estaremos aguardando.

O autor desta cronica é integrante do Clube Alfa Romeo BR.

[no gallery]

Uns camaradas com sangue Rosso Alfa

13/06/2013

Coluna "DE CARRO POR AÍ" nº 2313

POR ROBERTO NASSER

Melhor que o calculado, quase o dobro dos presentes entre automóveis e alfisti, o II Encontro Alfa Romeo em Caxambu, MG, sedimentou-se como evento oficial da marca, agregado pela prefeitura local e pela Secretaria de Turismo de MG.

Foi no Parque das Águas, em frente ao Hotel Glória. No primeiro, exposição dos veículos, área e vendas para peças, e a barraca do Alfa Clube, com artigos da marca, ótimos em qualidade e design.

No hotel, programa amplo desde coquetel de boas vindas expondo os carros estelares da mostra – FNM Timb, Alfa Romeo 2300 com o motor no.1; protótipo nunca viabilizado do modelo ’87, nunca enviado à produção. Novidade, Alfa Giulietta QV importada pelo mineiro Carlos Berqó: palestras do eng Guilherme Sechinel sobre o uso prático de pneus e óleos lubrificantes de motor, e duas homenagens: ao recém desaparecido alfista Fábio Steinbruch; a Oswaldo Barros, mecânico e colecionador da marca desde sempre.

O Encontro de Alfas exibe diferenciada organização de extremo cuidado, e atinge o ideal antigomobilístico: cenário plano, sem as diferenças notáveis em outros eventos, isenta de manifestações de desnecessária ou inexistente superioridade. A sincronia a todos encanta, criando o clima de camaradagem sempre buscado nestas ocasiões. Caminha para coisa grande pelo crescendo de participantes, qualidade dos veículos e interesse sobre a marca, retratada pela presença do suíço Axel Marx, maior colecionador individual e consultor em história da Alfa.

Apoios do Museu Nacional do Automóvel, do Grupo de Dirigentes de empresas ligadas à Fiat, Câmara Itália-Brasil, cidade de Caxambu, Estado de Minas, e continência na distribuição de prêmios para torná-los disputados. Destes, o Troféu Originalidade, pelo Museu, distingue o veículo que resistiu às novas tecnologias e novos confortos, mantendo intocados os métodos de construção, peças e partes, transformando-se em referência de originalidade – o objetivo
do antigomobilismo. Levou-o para Piracicaba, SP, Luiz Fernando Giocondo Teixeira com 2300 TI4 de 1986. Combinaram-se esforços para festejar os 40 Anos do Alfa Romeo 2300; apoio aos alfisti que se estruturam para ir às Mil Millas Sportivas em Bariloche, novembro, esforço para dobrar presença de colecionadores e veículos em 2015, próximo encontro.

Melhor medida antigomobilista de sucesso? Ninguém deixou Caxambu para ir à grande feira de peças em Lindóia, no setor o mais importante evento. Paixão explica tal grupo, curioso, insólito, mantendo a mítica, a lenda de marca desaparecida do mercado há uma década, levando mecânicos e peças de reposição. Como dizem, o sangue de seus integrantes é comum – e a cor é Rosso Alfa. Mais ? Não precisa.


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