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História de uma Paixão

04/08/2014

Recebi, a algum tempo texto e fotos do grande amigo e alfista, texto publicado na Revista Carro Mais nº 14 de Outubro de 2012 (Páginas 20 e 21).

Endereço eletrônico da Revista:
http://www.revistacarromais.com.br/edicao14/Default.html

Espero que gostem:

Já dizia Henry Ford “Quando vejo passar uma Alfa Romeo, eu tiro meu chapéu”, com essa magia é que a ALFA (Anonima Lombarda Fabbrica Automobili) criada em 1910 na cidade de Milão na Itália, referência em design mundial, fabrica veículos com coração – cuore sportivo – desenhos marcantes e ícones culturais.

Piloto da Alfa Romeo em 1923, Enzo Ferrari colecionou títulos com a marca, dentre eles o Primeiro Campeonato Mundial de Automobilismo em 1925, com o modelo P2 Grand Prix, estabelecendo na mesma época a arquitetura clássica dos motores, ou seja, construções em liga leve, câmaras de combustão hemisféricas e duplas, velas duplas por cilindro em posição central.

Durante a II Guerra Mundial a fábrica da Alfa Romeo foi bombardeada e com muito custo voltou a ser rentável após a guerra, sob o comando do governo italiano parou de fabricar carros luxuosos, dedicando-se à produção em massa de carros populares, mas não abandonou as corridas, consagrando-se como campeã na Fórmula 1, Turismo, Super Turismo, Mille Miglia e 24 horas de Le Mans.

A Alfa Romeo se fez presente na história do Brasil, sendo a sua única fábrica fora da Itália, fabricando os veículos e caminhões FNM no estado do Rio de Janeiro, inaugurando Brasília com o modelo JK, nome dado em alusão ao então Presidente Juscelino Kubistchek, posteriormente fabricou o luxuoso modelo 2300 até o ano de 1986 em Betim – MG, sendo um veículo conhecido pelo alto luxo e desempenho, inovando a indústria nacional com freios a disco nas 4 rodas, vidros, travas e retrovisores elétricos.

Então, na década de 90, os modelos Alfa Romeo foram importados da Itália pela FIAT, trazendo veículos desenhados pelo design Pininfarina, Italdesign e Walter d´Silva, sendo esses modelos reconhecidos como colecionáveis em razão de sua exoticidade, história, qualidade e característica únicas que fazem de seus proprietários amantes incondicionáveis da marca, como diz o famoso apresentador do TOP GEAR e colunista da Revista 4 Rodas, Jeremy Clarkson: “Você não pode ser um amante de veículos se nunca houver dirigido um Alfa Romeo” e completa “An Alfa Romeo is some thing like an orgasm!”.

Conhecedor da história ítalo-brasileira e amante da Alfa Romeo é proprietário dos dois modelos imaculados que ilustram essa matéria, a Alfa Romeo 155 Super 1996 na cor azul (blu nord) e a 156 Elegance 1999 prata (Grigio Chiaro).

Aficcionado e colecionador da marca, explica que a 155 é o modelo vencedor das históricas corridas do Campeonato DTM, em que o modelo de turismo era imbatível. O modelo da foto em especial, é um raríssimo exemplar (vieram menos de 8 Alfas com essa configuração esportiva e nessa exclusiva cor, sendo que acredito que essa 155 é a mais conservada entre elas no Brasil), contendo rodas especiais SPEEDLINE (mesma fornecedora da Ferrari), bancos conchas RECARO, aerofólio, suspensão rebaixada e esportiva de fábrica, volante 3 raios com couro, ar condicionado inteligente e digital, vidros azuis conhecidos como PPG Ray Ban, essa Alfa arrebata suspiros em Encontros de Alfistas pelo Brasil e encontro de Carros Antigos quando participa na categoria de modelo convidado exótico.

O modelo 156 foi o início da paixão deste apaixonado, que no ano de 2001 quando estava descendo a Serra do Mar próximo a Curitiba, avistou uma 156 fazendo curvas em alta velocidade como se estivesse “dançando graciosamente em um salão”. Esse modelo é inovador em todos os sentidos, sendo desenhado por Walter d´Silva, ele ganhou inúmeros prêmios de design e qualidade, o advogado completa: “É impossível falar que esse carro não é lindo, seu desenho é uma obra de arte, inspirado na Alfa Giulietta da década de 50, entrando no carro nota-se a nobreza e qualidade de acabamento com madeira de lei no volante, no painel e câmbio, ademais sentir o cheiro dos conservadíssimos bancos de couro MOMO, faz qualquer um querer acelerar a Alfa e sentir-se um piloto.”

Para nosso amigo, a 156 foi a concretização de um sonho, o mesmo estava em Curitiba quando se apaixonou pelo modelo que foi adquirido em 2009 de um Engenheiro também aficionado pela marca, mas que depois de muita insistência conseguiu adquirir o impecável troféu.

Descendente de italianos, imagina que seus ascendentes tenham visto as Alfas correndo entre as estradas e parreiras de Verona, terra de Romeo e Giulietta, afirma ainda que no final do ano a 156 voltará para Curitiba, “a Alfa irá a passeio comigo e minha namorada, pedirei a mão dela em casamento no Salão Roma do Restaurante Madalosso, localizado no Santa Felicidade, tradicional bairro italiano da capital”.

No final da entrevista esse exclama, com a publicação da revista o pedido de casamento não será mais secreto, se despede com a frase usada pela Alfa Romeo em todos as recentes publicidades “Sensa cuore saremmo solo macchine – Sem coração seríamos apenas máquinas”. Todos dizem que a Alfa voltará para o Brasil até 2014, estaremos aguardando.

O autor desta cronica é integrante do Clube Alfa Romeo BR.

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