A viagem mais cara da minha vida

ou como finalmente me rendi ao V6 (escrita em 10 de novembro de 2007)

 

Outubro de 2006, estávamos eu e Marcus Myrrha na inesquecível Road trip, etapa SC

(http://www.alfaromeobr.com.br/1RoadTrip.php).

 

 Quando saímos de Curitiba em direção ao sul, um alfista doido chamado Giovane, grande vibrador da marca Alfa Romeo e amigo querido nos recepciona em sua cidade, Joinville.

 

 Depois de um maravilhoso almoço italiano no Circolo Italiano partimos em um comboio para Florianópolis.  Tiu Marcus abandonado na 145 pois eu ia era de azeitona atômica (uma das 8 156 V6 2.5 24v manual que existem no Brasil) com o Giovane-pé-de-moça (um tipo rapaz calmo de rodar a 200km/h). Em pouco tempo deixamos todo o comboio para trás.

 

 Aí veio a primeira fase do seu plano maligrino: O Giovane pára o carro e fala:

“Dirige um pouquinho Renato!”…..

 o-ohuuu!

 Ainda tentei fazer o famoso doce: ”nãããum… ta loko…que que é issu!?!!?!?”

 

 Mas quando ele foi insistir eu já estava abrindo a porta do motorista pra ele sair.

 

 Aí eu me estrepei, me ralei, me danei…. Essa coisa anda… e anda muito!!!

Por duas vezes coloquei a 6a. marcha somente pra constar, para colocar na memória: “eu já meti uma 6a!”…..  hueauheauheahu

Era chegar em uma traseira, reduzir de 5a. pra 4a., acelerar “rrruuuUAAAUUUMMMM!!!!!!” e os carrinhos saiam da frente rapidão… e a 156 sumia de novo

 

 Do resto, não lembro muito… apenas flashes, acho que fui drogado, sei lá….

 ”caraco pqppppp como anda essaporra!” / “puta que pariu que que é a aceleraçaum dessa merda!” / “noooooossa…. quanto custa uma coisa dessas mesmo?” / “deuzulivre caceta” / “hueahueauheauheahueauaehaeeauha” / “huhuuhuhuhuhuhuh” / “olha isso!”

 

 Então, Giovane achou que era a hora de dar o bote final, fatal, entrou em andamento a segunda fase da armadilha. Quem o conhece reconhecerá sua fala mansa com sotaque,:

 

 ”Pois tu sabes Renato, que ela anda igual a uma 164 né!”

– “QUE?” “SERIO? TALOKO?”

“To te falando rapaz, ela tem a mesma puxada da 12 e a mesma tocada da 24 na estrada”

-”HÃIN GHRUMB?”

“Ela é um pouco mais levinha, mas a 164 é tão forte quando ela”

-”KUMGF???”

 

 Desci do carro procurando Tiu Marcus, que havia falado de uma tal 164 zeradissima em perfeitissimo estado a venda na sua região de Cotia/Alfa-Ville

 

-”Tiu, sabe quela 164 que ce falou? Enton, volta pra Sampa e compra pra mim?”

– sério Bichim?

-”Arrham… sério! Se ta boa mesmo como ce falou, compra plis”

 

E assim foi. Tiu Marcus arrematou uma 164 muito linda. É uma 12v Grigio Lothar sem teto, com air bag, cambio manual, todos documentos, NF, chaves, TF original. Histórico todo registrado: dois donos: uma milionária dos Jardins (bairro nobre de São Paulo) e um engenheiro detalhista que usava o carro 2 a 3x por semana somente na Castelo Branco e no Rodoanel e me enviou uma planilha com toda a manutenção dela desde os 20.000km (está atualmente com 80.000km).

 

 Fiquei doido! Doidim! Voei pra Sampa só pra ter o prazer de vir rodando até Porto Alegre, mesmo que custe bem mais caro que colocar numa cegonha.

 

 Ah!!! em homenagem ao sacaneador que me deu este preju, ela já tem nome: GIOVANA!!!!!!  Abração galera!

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Uma resposta to “A viagem mais cara da minha vida”

  1. .:run4fun:. Says:

    Você vai adorar isso aqui: http://autoentusiastas.blogspot.com/2009/02/164-pro-car.html

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